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Você sabe o que é o Produto Mínimo Viável? – MVP

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Você sabe o que é o Produto Mínimo Viável? – MVP

Conhecido em inglês pela sigla MVP (Minimum Viable Product), em poucas palavras podemos entender como uma forma rápida, de baixo custo para se desenvolver um projeto/produto, mas que não necessariamente peca em sua qualidade. É uma forma de desenvolver a ideia, ou parte dela, produzindo o que seria o essencial para iniciar, com o mínimo de investimento, esforço e tempo antes de um destinar maiores recursos até chegar em sua versão final. A função do MVP é validar uma ideia, aprender com o processo e aperfeiçoar com os primeiros feedbacks.

O MVP é amplamente utilizado em setores que empregam tecnologia, como fintechs, edtechs e agritechs, e cada vez mais em grandes empresas. Tendo sua origem quase simultânea com o crescimento da internet, foi um conceito utilizado para evitar a destinação de tempo e recursos limitados em projetos inovadores em conceito e aplicação, sendo o timing essencial, ganha maior relevância na última década com o desenvolvimento dos smartphones, e encaixa na validação do objetivo antes de aplicar o capital necessário, testando sua receptividade no mercado, sendo o fracasso e o aprendizado acelerados, sem gerar grandes prejuízos financeiros. Uma estratégia de experimentação.

Derivado da metodologia Lean Startup visando desenvolver um objetivo com mínimo tempo, esforço e gasto, começando simplesmente pela busca do interesse do mercado pelo conceito, e a taxa de adoção por parte do público. Essa prática de empreendedorismo também pode ser empregada no processo de internacionalização, validando o interesse de um mercado e gerando maiores dados para a estratégia de penetração e expansão.

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O que é o Mínimo Produto Viável?

Como criar e/ou melhorar meu MVP?

Seu MVP necessita de alguns pontos para alcançar o sucesso desejado: ter valor suficiente para que seja uma necessidade de compra e uso, cumprir com os benefícios futuros suficientes capazes de reter os primeiros usuários/compradores, gerar um retorno com capacidade de sempre melhorar o produto anterior. Entende-se assim que o futuro comprador é o centro do projeto.

Comece com a hipótese de que determinada proposta rudimentar irá atrair a atenção de uma pequena parcela do mercado, os early adopters. Com a difusão da solução e as melhorias, alcançará mais consumidores e gerará receita a ponto de obter lucro. Qualquer complemento não é necessário nesse momento.

A apresentação do conceito e de como ela pode auxiliar é fundamental e, por isso, é preciso traçar um perfil do consumidor. A produção de materiais e guias, em especial vídeos, será fundamental, isso explicita como o produto ou serviço pode ser útil.

Depois que a proposta de valor está de acordo  — ou seja, o produto é capaz de solucionar um problema –, procura-se entender o que desperta interesse na sua ideia. Entender o que conquistou o mercado e o que irá justificar seu investimento.

É possível encontrar a legitimação de sua ideia em dois testes: lançando o produto em um público controlado (indicado especificamente onde exista grande demanda potencial ou que pode vir a ocasionar problemas inesperados, as conhecidas versões betas) ou para um mercado geral. É indicado seguir o processo de aprimoramento com um público, que são orientados a reportar falhas e possíveis melhorias, para depois seguir para o público geral. O mercado é o melhor modelo de testes possíveis.

Por meio de entrevistas formais ou informais, formulários, fóruns entre outros meios, é possível recolher as informações necessárias.

Desses experimentos, é preciso extrair valiosas informações, tais como: o nível de receptividade e quais são os pontos positivos e negativos que devem ser melhorados e mantidos. 

Assim, caso não haja mais necessidades de testes e aprimoramento do produto para alinhar-se às demandas do mercado, chega-se ao produto final.

É interessante inclusive estudar casos anteriores e aprender com seus erros, por isso converse e encontre soluções. Avalie as trajetórias e estratégia de outras áreas, mas com o cuidado de aplicar de forma realista o que for útil para o bom funcionamento do projeto.

MVP não é um rascunho, é todo o projeto a partir de uma ideia simplificada que vai ganhando corpo conforme as etapas vão se seguindo, os ciclos de aprendizagem, até chegar em um produto consolidado e pronto para o mercado mais amplo. Vai além do conceito de protótipo que é entendido como “ver o que pode dar errado” para “ver o que pode dar certo”.

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Matriz do Mínimo Produto Viável – MVP

MVP e o MMP?

O MMP é o produto com o menor conjunto de recursos, mas que ainda consegue atender às necessidades do usuário e cria uma experiência semelhante. Se torna um produto de menor qualidade que apenas atende o mínimo, e não procura superar expectativas.

Por outro lado, o MVP é pensado como uma experiência completa e que vai agregar novas funcionalidades e trazer uma boa experiência para o usuário/consumidor. 

Podemos finalizar acrescentando que os benefícios do MVP vão além da criação de um produto ideal, pois envolve crescimento e aprendizado empírico, com coleta de informações que podem vir a ser utilizadas para outros planos e/ou projetos. Os benefícios de se obter algumas informações importantes antes da efetiva construção de um projeto, vai dar maior flexibilidade, ganho de tempo, dinheiro e esforços para sua produção mais simplificada chegando ao produto final.

FONTE: https://resultadosdigitais.com.br/blog/mvp-minimo-produto-viavel/#:~:text=Em%20neg%C3%B3cios%2C%20MVP%20%C3%A9%20a,produto%20antes%20de%20seu%20lan%C3%A7amento.

https://analistamodelosdenegocios.com.br/produto-minimo-viavel-mvp/

https://www.startse.com/noticia/startups/mvp

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