Profissional de Relações Internacionais

Por que sua empresa precisa urgentemente de um Analista de Relações Internacionais?

1 Comentário

“Com o avanço da internet e dos smartphones, qualquer consumidor pode consultar a reputação da empresa em diferentes aspectos”

Deveria soar como algo surpreendente falar sobre como o analista de Relações Internacionais pode contribuir para o desenvolvimento de uma empresa. Mas, para aqueles que ainda não pararam para observar que vivemos em um mundo cada vez mais interconectado e que os problemas não são resolvidos com ações locais e isoladas, se faz necessário um [puxão de orelha] conselho: é preciso ir além do mero discurso de atuação local e sair da defensiva.

Com a abertura comercial brasileira iniciada nos anos 1990, somado aos movimentos de integração da economia e de cooperação internacional, como o Mercosul (1991) ou BRICS (2006), as empresas se viram obrigadas a se adaptarem a uma nova realidade, através da criação de padrões globais de inserção e defesa dos seus mercados. Entretanto, muitas empresas [algumas relutantes], infelizmente, tiveram que fechar as portas, mudar de segmento ou aceitar uma redução de escala por causa das estratégias adotadas sem considerar a entrada de concorrentes ou mudanças de hábitos.

Esse quadro, de quase 30 anos, ganhou novos ingredientes. Agora não se trata apenas de ser capaz de exportar ou de lidar com a concorrência vinda de fora. A sociedade se encontra conectada em redes sociais e consome serviços e produtos de qualquer parte do mundo através de plataformas online (alibaba, por exemplo).

Com o avanço da internet e dos smartphones, qualquer consumidor pode consultar a reputação da empresa em diferentes aspectos, como por exemplo: comprometimento socioambiental e respeito aos direitos humanos e trabalhistas. E, como se espera de consumidores empoderados, pode comparar com outras empresas e avaliar os padrões internacionais, escolhendo empresas que entreguem os melhores benefícios dentro desses requisitos, indo além do preço.

Antes de criticar a concorrência internacional, observe o que sua empresa tem feito para se preparar e se beneficiar das oportunidades. Quais produtos ou serviços contam com selos de qualidade aceitos por outros países? Quais ações foram feitas para formar e qualificar os funcionários para responderem as demandas de outros lugares do mundo?

Dado esse cenário, a contratação de um profissional de Relações Internacionais pode servir de catalisador para levar a cabo a adaptação da marca, dos produtos e da empresa, para, dessa forma, enfrentar e explorar oportunidades antes inimagináveis.

Ou, se for o caso, pode começar com uma consultoria para elencar elementos necessários para essa mudança empresarial. 

Características do Analista de Relações Internacionais 

O Analista de Relações Internacionais possui uma ampla formação acadêmica em direito internacional, economia, política externa, administração e comércio exterior, o que permite uma compreensão de eventos complexos, o que é uma vantagem frente aos desafios colocados anteriormente advindos da globalização. Essa base permite ao Analista compreender o que acontece no mundo para extrair as melhores oportunidades dos desafios.

Outra característica, que torna o Internacionalista (como também é conhecido) indispensável qualquer empresa, é a sua fluência e gosto por línguas estrangeiras. Quanto mais idiomas relevantes para o seu negócio o profissional dominar, melhor. Muitas vezes, quando a empresa não conta com colaboradores fluentes e qualificados em línguas, se faz quase impossível notar as oportunidades que surgem em outros mercados, gerando um tempo de resposta maior.

O Analista de Relações Internacionais é fluente em línguas de grande relevância: Inglês e Espanhol, por exemplo.

De acordo com o potencial levantado pelo internacionalista ou pela própria empresa, outros idiomas podem ser necessários e interessantes: Mandarim e Árabe, por exemplo.

Além de falar outros idiomas, o Analista é capaz de lidar com ambientes multiculturais e debates interculturais. Diferentes culturas, diferentes abordagens. Por isso é importante contar com alguém que seja capaz de transmitir e alcançar os resultados desejados utilizando diferentes abordagens, línguas e linguagens.

Ao incluir esse profissional no seu quadro, seja através da contratação de um único estagiário, sua empresa já estará no caminho certo para a criação de uma cultura organizacional adequada e em conformidade com os modelos adotados em corporações transnacionais. Não precisa ser uma grande empresa para incluir um internacionalista no quadro de funcionários, é preciso ter uma grande visão.

Ademais, o internacionalista tem condições de desenvolver atividades administrativas relacionadas com comércio exterior, como organização de eventos e elaboração de estudos/relatórios setoriais; podendo ser aproveitado de inúmeras maneiras enquanto trabalha no desenvolvimento da estratégia corporativa para lidar com os desafios da mudança de mentalidade e de posicionamento.

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Prof. Guilherme Bueno

Analista, professor e consultor de Relações Internacionais com foco em desenvolvimento de negócios internacionais. Ministra os cursos de Excel Avançado para Relações Internacionais, Internacionalização de Pequenas e Médias Empresas e Análise de Política Externa. É organizador do Congresso de Relações Internacionais e Editor da Revista Relações Exteriores. Autor do Guia do Internacionalista - Competências e Campo de Atuação.

1 Comentário

  1. 15 de julho de 2020

    Amei o artigo, o assunto é extremamente relevante e coerente, mesmo com toda globalização, muitas empresas ainda não valorizam a carreira de internacionalista. Muito bom!

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