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Por que o internacionalista precisa falar outros idiomas – e especialmente ser fluente em inglês e espanhol?

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Para entender e dialogar com o mundo, o domínio de outros idiomas é essencial e é considerado uma das competências técnicas do profissional de Relações Internacionais. De longe os idiomas mais requisitados para o ambiente de trabalho, o inglês e o espanhol são mandatórios para o internacionalista brasileiro (https://ri.net.br/guia) – tanto por questões geográficas quanto por questões globais.

Apesar disso, comunicar-se em inglês tem sido um desafio para brasileiros, impedindo o crescimento social, educacional, econômico e cultural. De acordo com o índice de proficiência em Inglês da Education First (EF) de 2019 (https://www.ef.com.br/epi/), que mensura e classifica mais de 100 países de acordo com suas habilidades em inglês, ainda apresentamos um nível baixo de proficiência na língua em escala global – na 59ª posição. 

Em um cenário de globalização, no qual é tão importante se conectar com qualquer parte do mundo, e sendo um país em desenvolvimento com imenso potencial, o internacionalista deve estar preparado para estabelecer seus contatos sociais, acadêmicos e profissionais de forma segura e planejada.

A necessidade do inglês para a comunicação do internacionalista 

Muitos brasileiros já estudaram e até entendem quando escutam algo, mas vindos de uma realidade em que a maioria da população não domina este segundo idioma, quem tem propriedade e consegue desenrolar é quem se destaca e consegue as oportunidades diferenciadas.

Ao iniciar o curso de Relações Internacionais no Brasil, o estudante terá de lidar com diversos textos em inglês, em espanhol e até mesmo, por vezes, em francês. Se quiser fazer um semestre, a faculdade inteira ou até mesmo uma pós-graduação no exterior, ter o domínio deste idioma facilitará e muito os estudos do internacionalista – sem contar que para estudar e trabalhar fora, faz-se necessário comprovar um determinado nível de conhecimento do idioma no qual se está aplicando.

A fluência da comunicação em inglês acaba sendo requisito obrigatório em diversas grandes empresas e em processos de seleção de multinacionais – e a vaga é destinada, em muitos dos casos, para quem possui esta competência. Além disso, valoriza-se cada vez mais ter experiências no exterior. A busca por esta habilidade deste profissional se dá pelo fato de que, no momento de estabelecer os primeiros contatos profissionais para iniciar uma negociação, é preciso estar preparado para lidar não só com as diferenças idiomáticas, mas também com as diferenças culturais intrínsecas aos diferentes contextos.

A importância cultural dos idiomas para as negociações internacionais

Entre centenas de idiomas, um conjunto específico ganha relevância para setores específicos da indústria e da sociedade, sendo o inglês a língua consagrada no mundo das negociações internacionais. Em outros casos, o espanhol pode ter igual relevância para os negócios, a cultura e o turismo: seja pela força dos setores de restauração e turismo na Espanha, seja por nossa proximidade geográfica com os demais países latino-americanos (Cinese, spagnolo, arabo, russo. Le lingue straniere da studiare per trovare lavoro). 

É preciso salientar, portanto, a competência de negociar e comunicar interesses sem criar estresse de comunicação. Para isso, é preciso dominar o vocabulário de uma área específica, seus jargões e contexto. Ademais, os aspectos culturais em uma negociação são fundamentais: os valores, o comportamento da sociedade, bem como as instituições sociais e o meio em que se encontram. E isso acontece em todos os idiomas. Mesmo um brasileiro nativo encontra dificuldades de se expressar em um campo novo ou com pouco domínio, pois a língua é viva e se transforma conforme os grupos se especializam.

Assim, quando uma empresa ou instituição delega ao internacionalista a responsabilidade por internacionalizar, negociar ou as representar, espera-se que ele tenha, além da fluência, capacidade de negociar e se comunicar abarcando o vocabulário adequado e todos aspectos culturais inerentes aos outros idiomas e as culturas com que se está lidando.

Como melhorar o domínio do idioma?

  • Grupos de conversação em inglês (uma vez por mês, a Agência Relações Internacionais proporciona uma aula de conversação gratuita em inglês e uma em espanhol, com textos de apoio e vocabulário próprio da temática);
  • Cursos de atualização (a agência também disponibiliza três cursos voltados a comunicação e a negociação em outros idiomas – dois deles em inglês e um em espanhol)
  • Leitura e escrita de temas diariamente (ler notícias, escrever notas sobre, detacar palavras novas para sempre ampliar o vocabulário)
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Prof. Cristhofer Weiland

Analista e professor de Relações Internacionais com foco em integração regional e gestão de negócios internacionais. Mestre em História, Relações Internacionais e Cooperação pela Universidade do Porto (UPORTO, Portugal), Especialista em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

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