Introdução ao estudo de dados e estatística para Relações Internacionais

Tópicos

  • Pensamento estatístico – planejamento, coleta e organização dos dados
  • Excel – Formatação dos dados, fórmulas e gráfico com Eixo Secundário
  • Estatística de países – bases de dados, análise de dados e interpretação dos resultados

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Texto de apoio

Estatística para Relações Internacionais

Finalidade da estatística para Relações Internacionais: tomada de decisão, análise estratégica e projeção de cenários, validação ou contraprova de relatórios.

Estatística é o conjunto de técnicas e o Excel é a ferramenta (responde a comandos e instruções).

Planejamento > Coleta de dados > Organização dos dados > Análise dos dados > Interpretação dos resultados > Conclusões preliminares

Reconhecimento pelo trabalho com estatística

A estatística é um instrumento poderoso para auxiliar na aplicação de recursos limitados, para mudar a opinião pública e auxiliar governos e autoridades na tomada de decisões.

  • Estatística no futebol.
  • Estatística na política.
  • Estatística na medicina.

Estatística e Relações Internacionais – Guerra da Crimeia

Caso: Florence Nightingale – A Senhorita com os diagramas | é um dos casos pioneiros do uso de práticas modernas de enfermagem e de diagramas estatísticos para comunicar e implementar políticas públicas.

Estatística e sua aplicação

Behavioristas (comportamentalistas) – experimentação em laboratório. Behavior (conduta) é a ciência que tem como objetivo a previsão e o controle do comportamento. Nasce em contraposição à psicanálise (mentalismo, idealismo, instrospeccionismo).

Chomsky: behaviorismo não é capaz de responder fenômenos linguísticos – habilidades e condutas que vão além do racional/logico.

Dados – Informação – Conhecimento – Habilidade – Competência

Dado – Dado é algo puramente sintático, sem significação alguma. Pode ser expresso com símbolos quantificados ou quantificáveis. Pode ser uma sequência de letras ou números, uma foto, um vídeo ou um texto. Dado pode ser armazenado em dispositivos (celulares, computadores, pranchetas, cadernos, etc.). Pode ser processado por máquinas.

Informação – não pode ser processada por uma máquina, computador ou caderno, mas pode ser armazenada e transmitida. Uma informação é subjetiva e depende de quem a lê/vê/escuta/sente. Isto acontece porque a informação é algo subjetivo, que traz consigo um significado, baseada ou não em um dado. O dado é puramente sintático.

A informação tem semântica, ou seja, tem um significado próprio, diferente para cada pessoa, adquirido através de percepção, análise ou vivência.

Conhecimento – para além das informações, ainda mais abstrato, pois está também relacionado com a vivência, com as informações obtidas, e especialmente, com a prática/experiência com tais informações. Resumindo: conhecimento nasce da experimentação. Conhecimento é saber.

Enquanto a informação está relacionada ao domínio conceitual e prático (saber o que é uma casa e o que é uma cor), o conhecimento está relacionado ao saber empírico/prático/aplicado, ele existe independe das informações ou dados contextuais.

Habilidade – Capacidade de fazer algo. É a capacidade de execução com talento, com engenhosidade, artimanha e perícia uma determinada tarefa, algo extremamente particular. Está relacionada a competência e muitas vezes não está relacionada ao conhecimento. A prática orientada e com a devida frequência. Por isso os é importante praticar sempre. A capacidade de negociar de forma engenhosa e estratégica é uma importante habilidade.

Atitude – O querer fazer.  Usar ou não uma dada habilidade e com quais finalidades. Está ainda relacionada ao foco. O conhecimento e a habilidade precisam ser guiados (sendo de ética, respeito, boas práticas, etc.) para não apenas entregar algo, mas que seja benéfico e de acordo com o esperado. O caminho a se seguir (metodologia).

De modo geral, o conhecimento precisa ser posto em prática (habilidade) com objetivos e métodos bem definidos e executados (atitudes).

Competência – A capacidade de um internacionalista de utilizar o seu conhecimento para traçar cenários e interpretar as implicações de uma nova informação e todos os dados que se relacionam. Para além do conhecimento, competência é a soam das práticas, das escolhas, da postura profissional, da criação, etc. Um profissional competente é aquele que faz o uso equilibrado e pontual do seu conhecimento e acesso aos dados e informações estratégicas para a melhor tomada de decisões.

A competência é subjetiva e de difícil compreensão. Não pode ser armazenada (se fosse assim, guardaríamos todo o domínio do Albert Einstein ou do Sérgio Viera de Mello. Pode ser ensinado e esquematizado, mas se dá principalmente pela (boa e correta) prática.

  • Dado: objetivo (pode estar descrito sistematicamente, através de símbolos ou códigos);
  • Informação: objetiva-subjetiva (apesar de poder ser descrita, exige que o conteúdo represente algum significado para o indivíduo);
  • Conhecimento: subjetivo (é difícil descrevê-lo, pois envolve uma série de sensações e percepções de caráter subjetivo para o indivíduo);
  • Competência: subjetiva-objetiva (apesar de seu caráter subjetivo, ela pode ser de alguma forma demonstrada e compreendida por outro indivíduo).

Monges copistas – scriptoria – Amanuense – Cena do filme O nome da rosa – Umberto Eco

Dica de texto: http://escritoriodolivro.com.br/historias/idademedia.php

Dados

Por que precisamos coletar dados?

  1. Para oferecer o insumo necessário a uma pesquisa;
  2. Para avaliar o desempenho de um processo de produção ou de um serviço em andamento;
  3. Para assessorar na formulação de cursos de ação alternativos num processo de tomada de decisão; e
  4. Para satisfazer nossa curiosidade.

Conceitos básicos 

  • Uma população é uma coleção completa de todos os elementos (valores, pessoas, medidas, etc) a serem estudados.
  • Um censo é uma coleção de dados relativos a todos os elementos de uma população.
  • Uma amostra é uma sub-coleção de elementos extraídos de uma população.
  • Um parâmetro é uma medida numérica que descreve uma característica de uma população.
  • Uma estatística é uma medida numérica que descreve uma característica de uma amostra.
  • Os dados quantitativos consistem em números que representam contagens ou medidas.
  • Os dados qualitativos podem ser separados em diferentes categorias que se distinguem por alguma característica não-numérica.
  • Os dados são a matéria prima da Estatística. Definido o assunto de interesse, os dados são obtidos da medição de determinada característica ou propriedade desse objeto, pessoa ou coisa.
  • Os dados discretos resultam de um conjunto finito de valores possíveis, ou de um conjunto enumerável desses valores.
  • Os dados contínuos resultam de um número infinito de valores possíveis que podem ser associados a pontos em uma escala contínua de tal maneira que não haja lacunas ou interrupções.
  • Variável – Qualquer conjunto de dados contém informações sobre algum grupo de indivíduos. As informações são organizadas em variáveis. Uma variável é uma característica, propriedade ou atributo de uma unidade da população, cujo valor pode variar entre as unidades da população.
  • Variação – O padrão de variação de uma variável constitui a sua distribuição. A distribuição de uma variável quantitativa registra seus valores numéricos e a frequência de ocorrência de cada valor.

Planejamento

Como devemos coletar dados?

Os dados são parte crucial no estudo da variabilidade, pois, assim como são geradores de resultados podem também ser geradores de incerteza, estimulando e motivando mais aprofundamento e estudo sobre seu comportamento e sobre sua distribuição. Aos dados também estão associadas às fontes de erros que interferem diretamente na aplicação dos métodos estatísticos.

O Planejamento é crucial numa coleta de dados que vise um estudo estatístico. Os processos ou padrões definidos para coletar dados são chamados de planejamentos.

Os planejamentos devem abordar principalmente:

  • Como vamos selecionar os indivíduos a serem estudados (tipo de amostragem ou de delineamento experimental);
  • Quantos indivíduos devemos estudar (tamanho da amostra);
  • Se há necessidade de composição de grupos e como eles devem ser formados para que possam ser comparados (alinhamento da amostra com os objetivos e restrições);
  • Como serão feitas as medições (procedimentos e instrumentos de medição); etc.
  • O planejamento sistemático para gerar dados é um dos primeiros passos para a realização de um estudo com base científica. A falta de planejamento pode levar a tendenciosidades, à falta de dados ou a resultados confusos e imprecisos.

Produção de dados: parte crucial para a inferência estatística, para responder questões específicas formuladas antes dos dados serem produzidos.

Estudos observacionais ou levantamentos: visam retratar a população o menos distorcida possível pelo ato da coleta de informações. Não tentamos manipular, influenciar ou modificar as respostas dos elementos a serem estudados.

Experimentos: decorre da aplicação de determinado tratamento para posterior observação de seus efeitos. Preocupação com a relação de causa e efeito sobre os elementos pesquisados. Impõe deliberadamente algum tratamento aos indivíduos, a fim de observar sua reação e medir respostas. Requer planejamento apropriado para serem válidos cientificamente.

Simulação: Uso de modelo matemático ou físico para reproduzir as condições de uma situação ou processo, usando métodos computacionais. A simulação

é uma alternativa quando é impraticável ou mesmo perigoso estudar os fenômenos de interesse em condições reais.

A Inferência Estatística objetiva estudar a população por meio de evidências decorrentes de uma avaliação minuciosa da amostra.É parte da inferência estatística, produzir estimativas e testar hipóteses.

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