depth of field photography of man playing chess

Gestão de crise e negociação: estratégias primordiais para lidar com a complexidade do mundo em constante transformação

Muitos de nós, imersos em nossas profissões, idealizamos um mundo sem crises e sem problemas. Entretanto, a dinâmica das relações em seus diversos âmbitos nos mostra que as crises são inerentes ao mundo globalizado e interdependente, conformando o ambiente no qual se vive. Assim, com a emergência de maiores possibilidades e de oportunidades decorrentes da ampliação das fronteiras com a vastidão de novos mercados a se conquistar despontam, em contrapartida, maiores incertezas. Diante disso, emerge a imprescindibilidade de estudos mais acurados para a tomada de decisão em horizontes temporais cada vez mais céleres tanto para as organizações públicas e/ou privadas quanto para os países.

Tais como as crises cíclicas e contraditórias existentes do e no capitalismo, outros tipos de crises que abarcam desde questões familiares até outras, cujos escopos são mais complexos, estão cada vez mais presentes no dia a dia dos gestores da referida conjuntura moderna. Logo, uma vez que se parte da premissa de que as crises são inevitáveis desde ponderações a nível de conflito até manifestações que tangenciam grandes guerras, faz-se crucial minimizar seus impactos negativos, seus riscos e suas consequências maléficas no cenário político, econômico, financeiro até outras dimensões mais subjetivas que contemplam à securitização de temáticas mais sociais.

Esse objetivo é alcançado por meio da negociação e do diálogo que são essenciais para a resolução de impasses de diversas naturezas antes que ocorra a escalada para dimensões de alta magnitude ou mesmo considerando a não concretização de contratos, acordos e consensos em perspectiva multilateral. A negociação interna (endógena) e externa (exógena) na e da organização vis a vis às ameaças e aos problemas instalados, culmina na gestão de crise. Essa gestão pretende evitar, prevenir e solucionar as situações de risco de degeneração enfrentadas pelas empresas sendo, portanto, alicerçada na detecção de fases estipuladas em cinco, sendo: (1) detecção de sinais; (2) prevenção; (3) contenção; (4) recuperação e (5) aprendizagem.

Essas crises são desencadeadas por diversas razões “às vezes, o mau gerenciamento de uma crise pode causar mais danos para uma empresa do que a própria crise” (SMITH, 2005, p. 4). Isso exposto, a negociação engloba uma multiplicidade de atores os quais são fundamentais para a promoção de soluções alternativas que visem à mitigação da disfunção ou dissenso que se apresenta. Estados Nacionais corroboram na diplomacia a possibilidade de discussão pacífica de controvérsias e a realizam por meio de organizações internacionais, assim como, empresas e corporações privadas o direcionam para Câmara de Comércio Internacional.

A existência de variáveis intervenientes e de externalidades exigem cada vez mais o estabelecimento de estratégias para a gestão de crises por intermédio da proposição de ações corretivas e preventivas, planos de contingências e até de novos posicionamentos mediante à estipulação de cadeias globais de valor que categorizam países e empresas. Estratégias que não são fixas e imutáveis, pelo contrário, devem ser analisadas e revistas sempre que necessário projetando de fato ser pertinente aos panoramas correntes que permitam sua implementação de forma efetiva.

Portanto, segundo o cenário vigente, é conformado um desafio premente para a administração estratégica contemporânea a qual é responsável por coordenar e por orientar recursos e ações para a retomada da “aparente” normalidade organizacional por meio da implementação de boas práticas e de aprendizado.

Por conseguinte, alguns fatores são de extrema relevância no concernente à percepção de valores empregados pela empresa, premissas embasadas pela sociedade atual como sustentabilidade e responsabilidade social e ainda a mensuração de custos que ultrapassam o tangível abarcando a reputação, credibilidade e, ainda, o crivo da opinião pública cada vez mais atuante em um mundo interconectado que desperta a sensação de que a distância entre tudo e todos está cada vez menor.

Desse modo, com a pandemia do COVID-19 que se instaura em 2020, uma nova direção de rota e um repensar de estratégias tornam-se imperativos para as instituições em sua heterogeneidade de manifestação, para os países, para as empresas e por que não, para os Internacionalistas e Gestores?  

Para você que está em busca de conhecimento e de ferramentas em Gestão de Crise e Negociação

gestão de crise e negociação
Curso Negociação e Gestão de Crises

Para estar em constante debate com as melhores práticas para a Gestão de crise e negociação, estarei ministrando um curso com esta temática através da Agência Relações Internacionais. Este curso irá propiciar novos insights para se pensar e, principalmente, como se portar e agir mediante essa complexidade crescente que hoje se vislumbra nas mais diversificadas relações. Inscreva-se agora clicando aqui ou no banner ao lado.

Imagem padrão
Fernanda Ribeiro
Artigos: 2

Deixar uma resposta

Physical Address

304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124