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Análise Internacional como ferramenta estratégica

A Análise Internacional ou Análise da política externa (APE) é um ramo das Relações Internacionais que lida com o desenvolvimento da teoria e do estudo empírico sobre os processos e resultados da política externa.

A Análise Internacional o principal campo de atuação e de gestão das relações externas e das atividades do Estado. A política externa envolve objetivos, estratégias, medidas, métodos, diretrizes, diretrizes, acordos que vão ser continuamente debatidas e analisadas por especialistas. Os governos nacionais podem conduzir relações internacionais não apenas com outros Estados-nação, mas também com organizações internacionais e organizações não governamentais, utilizando as análises internacionais para traçar suas estratégias.

O gerenciamento de relações exteriores precisa de planos de ação cuidadosamente planejados, adaptados aos interesses e preocupações no campo das Relações Internacionais.

Análise Internacional – Estudos

A análise da política externa envolve o estudo de como os Estados e atores, incluindo empresas e até mesmo indivíduos, conduzem as suas ações de política externa. Ao analisar o processo de tomada de decisão, a APE ou AI (análise internacional) envolve o estudo de políticas internacionais e domésticas. A AI também se baseia no estudo da diplomacia, da guerra, das organizações intergovernamentais e das sanções econômicas, cada um dos meios pelos quais um Estado pode implementar a política externa. No meio acadêmico, a análise de política externa é mais comumente ensinada na disciplina de política internacional em Ciências Políticas ou Relações Internacionais. O APE também pode ser considerado um subcampo do estudo das relações internacionais, que visa entender os processos por trás da tomada de decisões em política externa. Os estudiosos mais proeminentes nesse campo de estudo incluem Richard Snyder, James Rosenau, Alexander George, Graham Allison e Irving Janis.

De acordo com Foreignpolicyanalysis.org, “Como campo de estudo, a análise da política externa é caracterizada por seu foco específico no ator. Em termos mais simples, é o estudo do processo, efeitos, causas ou resultados da tomada de decisões em política externa, de maneira comparativa ou específica. O argumento subjacente e muitas vezes implícito teoriza que os seres humanos, agindo como um grupo ou dentro de um grupo, compõem e causam mudanças na política internacional.” Em outras palavras, a Análise de Política Externa pode ser entendida como uma crítica das abordagens estruturalistas dominantes nas relações internacionais.

Análise Internacional

Avaliação do ambiente político internacional e doméstico – A política externa é feita e implementada dentro de um contexto político internacional e doméstico, que deve ser entendido por um Estado para determinar a melhor opção de política externa. Por exemplo, um Estado pode precisar responder a uma crise internacional.

Estabelecimento de metas – Um Estado possui várias metas de política externa. Um Estado deve determinar qual objetivo é afetado pelo ambiente político internacional e doméstico a qualquer momento. Além disso, os objetivos da política externa podem entrar em conflito, o que exigirá que o Estado priorize.

Determinação de opções de política – Um Estado deve determinar quais opções de política estão disponíveis para atender à meta ou metas definidas à luz do ambiente político. Isso envolverá uma avaliação da capacidade do Estado de implementar opções políticas e uma avaliação das consequências de cada opção política.

Ação formal de tomada de decisão – Uma decisão formal de política externa será tomada em algum nível dentro de um governo. As decisões de política externa são geralmente tomadas pelo poder executivo do governo. Os atores ou instituições governamentais comuns que tomam decisões sobre política externa incluem: o chefe de Estado (como um presidente) ou o chefe de governo (como um primeiro ministro), gabinete ou ministro.

Implementação da opção política escolhida – Depois que uma opção de política externa é escolhida e uma decisão formal é tomada, a política deve ser implementada. A política externa é mais comumente implementada por agências especializadas em política externa da burocracia estatal, como um Ministério de Relações Exteriores ou Departamento de Estado. Outros departamentos também podem ter um papel na implementação da política externa, como departamentos de: comércio, defesa e economia.

Análise Internacional – Abordagens principais

Modelo de ator racional

O modelo de ator racional é baseado na teoria da escolha racional. O modelo adota o Estado como a principal unidade de análise e as relações entre Estados (ou relações internacionais) como o contexto da análise. O Estado é visto como um ator unitário monolítico, capaz de tomar decisões racionais com base no ranking de preferências e na maximização de valor.

De acordo com o modelo de ator racional, um processo de tomada de decisão racional é usado por um Estado. Esse processo inclui:

  • Estabelecimento de metas e classificação.
  • Consideração de opções.
  • Avaliação de consequências.
  • Maximização do lucro.

Em outras palavras, fornece modelos para responder à pergunta: com essas informações, qual seria a melhor decisão para atingir o objetivo de alguém? Nessa teoria, a suposição subjacente é que os governos são unificados e racionais; dessa maneira, buscariam objetivos de política externa cuidadosamente planejados e bem definidos. Nesse sentido, o modelo de escolha racional é principalmente uma perspectiva realista do nível de análise da política externa. O modelo racional de ator tem sido alvo de críticas. O modelo tende a negligenciar uma série de variáveis ​​políticas, dentre as quais Michael Clarke inclui: “decisões políticas, decisões não políticas, procedimentos burocráticos, continuação de políticas anteriores e puro acidente”. Também ignora emoções, inundações emocionais, atenção seletiva e pensamento de grupo.

Modelo de Negociação Governamental

Nesse modelo, o Estado não é visto como um ator unitário monolítico. Em vez disso, é uma coleção de diferentes burocracias que disputam o aumento de seu financiamento e tamanho. Os tomadores de decisão individuais tentam barganhar e competir por influência, tendo em mente seu próprio objetivo particular. As coisas são frequentemente vistas como um jogo de soma zero, em que a “vitória” de uma burocracia ou o aumento de seu nível de financiamento é visto como uma perda para outra burocracia. Aqui, as decisões são tomadas por burocracias que competem entre si e sugerem soluções para problemas que envolveriam o uso de seus recursos para aumentar seu nível de importância. O modelo político burocrático, de acordo com sua conotação pluralista, também pode se referir a processos internos do Estado, incluindo nenhum ator institucional, que com seus canais informais afetaria os resultados das políticas. Se eles trabalham em hierarquia, eles têm esse poder como uma jovem.

Modelo de Processo Organizacional

O modelo de processos organizacionais emerge de grupos de organizações governamentais que cuidam de seus próprios interesses e seguem ‘procedimentos operacionais padrão’. Neste modelo, diferentes burocracias têm diferentes procedimentos operacionais padrão. Esses procedimentos são feitos para permitir a execução das operações do dia a dia. Frequentemente, um pedido ou decisão precisará contornar esses procedimentos padrões. Muitas vezes, é extremamente difícil para uma burocracia fazer algo “fora do caráter” ou contrário a seus procedimentos padrão. Mais

Outros modelos

  • Modelo de política entre ramos
  • Modelo de auto-engrandecimento – Nesse modelo, um líder age em nome de seus interesses (também conhecido como processos cognitivos e abordagem da psicologia).
  • Modelo de processo político – Nesse modelo, o órgão de tomada de decisão é afetado por muitos atores não governamentais, como ONGs ou a mídia.
  • Abordagem multinível e multidimensional – Nesse modelo, estudiosos estudam aspectos particulares da formulação de políticas externas usando várias teorias importantes.
  • Abordagem social construtivista – Nesse modelo, os estudiosos se concentram no papel das ideias, discurso e identidade na análise da política externa.
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Guilherme Bueno
Artigos: 9

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